sábado, 26 de dezembro de 2009

Por que é tão difícil alcançar o céu?

Há quanto tempo eu não me sentia assim, tão presa? Mesmo nesses dias tão estranhos essa sensação estava meio submersa. Estava ali, porque ela sempre esteve - às vezes penso que sempre vai estar e um frio passa por minha barriga -, mesmo que ninguém acredite e pense que isso é uma hipocrisia devida a outros acontecimentos... Olhar o céu, ali, daquele lugar tão pacato e bem conhecido despertou essa avalanche de infelicidade, cutucou aquele pedaço exigente e egoísta que existe em mim! Palavras, palavras, palavras e mais palavras. Ações quase nulas. Correntes surgem e aprisionam sem remorso meu pés, minhas mãos. E uma mordaça me deixa muda. Ainda bem que sou humana! Pelo menos sei que ainda penso e ainda consigo escrever...devo agradecer por isso? Essa corja de infelizes deve deliciar-se ao ver a cerimônia para o choque elétrico! Calada...odeio estar calada! Me sinto com a língua cortada.
Pés atados...mãos trêmulas...insanidades me rodeando...muito drama, sim! Ainda bem que existem as lágrimas. Elas sufocam, mas pelo menos são uma expressão... O que seria de mim se não houvessem-me as lágrimas?

"Pois eles querem te ver assim. Quietinha, quietinha... Mordendo os lábios de raiva, fingindo ser perfeitinha, fingindo ter 'entrado na linha'. O mundo das marionetes nunca bastou. O show da roda-viva nunca parou... Tá esperando o quê? Vai lá... vai lá e faz o circo pegar fogo! Não foi você que disse ter vindo pra ver o caos? Não é você que adora cutucar feridas? Será que essa corrente não derrete? Vamos! Suba ali naquele palco improvisado e grite para o mundo inteirinho ouvir que você não tá aqui a toa!"

Entre sussurros, vontades, desesperos e um coração pulsando ao som do silêcio conhecido, numa noite quente de sábado... eu desisto! Desisto por hoje. Já cansei de me desgastar por coisas invisíveis aos olhos alheios.

- "PUTA QUE PARIU... eu não vou nada bem!"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

' Labirinto

"Mas muito pra mim é tão pouco, e pouco é um pouco demais. Viver tá me deixando louca...não sei mais do que sou capaz! Gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Muito pra mim é tão pouco...e pouco eu não quero mais!" - quero GRITAR essas palavras de novo, de novo e de novo, até que elas deixem de ser só palavras e virem verdade! Quero sumir por um instante nesse mundo até que minha hipocrisia se torne coragem.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

' Pode bater!

Já imaginei minha vida como se fosse um filme. Com trilha sonora e cenas definidas... Com pessoas sorrindo, créditos finais, gente vendo da platéia e chorando... Já me senti imensamente 'livre' depois de assistir um bom filme de romance. Quis gritar no meio da noite, sob a lua cheia e longe de todo e qualquer olhar alheio, sem me preocupar com o dia seguinte ou com o resto da vida... Tentei juntar coragem pra fugir, diversas vezes. Me senti frustrada pela vida pacata dos seus pais... Tive vontade de chorar ao ver a vida vivida no modo automático... Senti o mundo na palma das mãos depois de uma tragada... Invejei as pessoas que viveram e morreram pelas próprias leis... Repugnei conceitos e pessoas e acabei me tornando igual ou pior do que elas. Senti os olhos brilharem ao imaginar meu maior sonho sendo realizado. Deixei o corpo escorregar pela parede e larguei-me no chão com lágrimas incontroláveis. Observei o teto do quarto, no escuro, apreciei o silêncio da noite e dormi com aquela angústia inexplicável... Tive vontade de tocar o céu... Quis explodir de felicidade com uma música, que naquele momento foi simplesmente a melhor de todas. Deitei a cabeça, pesada devido a tantos pensamentos, no travesseiro fofinho e não conseguindo colocar tudo em ordem dormi sem nem sonhar. Tenho medo de sonhar, quase que todas as noites... Tenho medo do destino também. Às vezes penso que faço de tudo um conto de fadas, outras vezes acho que deveria deixar um pouco de lado a realidade. Quis sentar na beirada de um precipicio e observar as nuvens com um binóculos. Quis, queria, quero e vou querer e continuar querendo muito... Ainda quero banhos diários de chuva, pra limpar a alma. Andar descalça pela rua, correr como se ainda fosse criança, apertar as pessoas que amo, me sentir estúpida, muito estúpida e rir até a barriga doer! Explodir de felicidade. Fazer do meu drama uma lição, me orgulhar por ter vivido. Ah, vida, me dá um tapa na cara... que eu preciso!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Queria ter os olhos de Maysa. Ouso dizer que os meus tem a mesma intensidade... mas sei que no fundo é mera ilusão. Porém, ah se pudessem entender meus olhos... Se eu mesma pudesse entendê-los... Tudo tem sido tão confuso que tenho vontade de gritar! O mundo se tornou tão apertado e minhas vontades tão impossíveis! Logo agora fui descobrir que não quero pouco. Não quero esse lugar, não sou desse lugar! Quero ir pra longe, muito longe... Quero ter do que me orgulhar um dia. Essa inércia me angustia apenas mais e mais e o choro não para de vir... Me recuso a pensar que a vida vai ser como muitos já ditaram! Sinto pena por aqueles que apenas passam por aí... e mais pena de mim, mais raiva por achar que no fim das contas sou apenas hipócrita! Será realmente hipocrisia? Mais um motivo para me frustrar! Quero me perder naqueles olhos... Um dia novo pra brincar! Sem deixar a vida pra depois, me livrando aos poucos dos meus medos e sendo quem eu realmente quero, descobrindo as entrelinhas de tudo, de mim, da vida, do asfalto! Como se começa a viver de verdade?

"O café já não tem mais o mesmo gosto.
O amargo do cigarro me irrita.
Já paguei tanto minha língua nessa vida...
Meus conceitos desmoronaram.
Uma nova face foi lançada.
E a velha rachadura no espelho continua aqui, na minha frente.
Tentei esquecê-la. Mas essência não se nega.
Isso é meu e não vou tirar daqui. Doa a quem doer. Doa em mim. Arranque sangue.
Mas eu vou dar um jeito de chegar aonde eu quero.
É certo que não sou boa em saber o que querer.
Mas tudo se ajeita no final...
Agora só quero uma pausa pro café. "

domingo, 29 de novembro de 2009

Às vezes a vida me parece tão estranha. Minha cabeça roda há bastante tempo. Meu corpo pende ao som da melodia. Lágrimas continuam incontroláveis. É uma sensação estranha, uma espécie de angústia antecipada e uma frustração desgastante, que eu canso de sentir. Será que finalmente estou quebrando minhas próprias grades? Esse furacão tomou conta da minha vida e tudo parece tão vivo e igualmente intocável! A vontade de fazer o que eu quero, e nada mais, permaceu sempre aqui. Agora tudo foi intensificado... Já não sei mais o que quero dizer com minhas próprias palavras. Mas há uma certeza gigantesca em mim agora. Não quero conselhos, não quero nada. Quero continuar por esse caminho que apareceu de repente e seguir até o sol se pôr. Que os conceitos se fodam - Eles não são para mim!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Free!


- Esqueci por um momento que eu conseguia sentir 'tédio'. Wow! Rotinas sempre me deixaram frustrada, mas essa sensação parece ser bem pior agora. Aah, é bom demais sentir o gostinho de liberdade, quase esqueço que essa 'liberdade' é mera ilusão, tsc...


' Open your eyes

Olhos famintos
Olhos lascíveis
Olhos que brilham
(de alegria, de dor de prazer)
Olhos que nõ vivem, olhos de vidro.

Ela só queria que seus olhos fossem notados devido a sua intensidade.
Olhos que veem a beleza oculta.
Olhos hipnotizantes,
que queriam ser lembrados.

Observava tudo que acontecia do lado de fora da janela do ônibus.
Suavidade, atenção.
Por que as pessoas não enxergam?
Por que elas não respiram?
Olhos tristes, olhos com esperança...

A rosa caiu no chão.
O barulho foi ensurdecedor.
Aqueles olhos só queriam enxergar além...