- só o que penso, que gosto e que acredito.
terça-feira, 18 de maio de 2010
' Mais um café, por favor!
É, eu tô nessa fase meio estranha da vida. Fase de intervalo, pausa pro café. Tentando reunir tudo numa bagagem, pra carregá-la depois... Sempre fui muito inconstante, e continuo o sendo! Mas, dessa vez a inconstância me levou de volta pro estado de medo e de inércia. Isso não me alegra. Queria voltar ao ponto em que eu não tinha mais medo de coisas bobas, que queria fazer tudo de uma vez, sem pensar em nada, sem parar na beirada do precipício! Aiai, preciso de inconsequência! Muita inconsequência! Vou anotar isso até nas paredes do quarto se for preciso. Tô com saudade do gostinho de quero-mais-de-tudo. Não quero desacelerar não, não mesmo! Também não estou a fim de manter o ritmo... Quero uns extremos aqui e ali, dando a face a tapa mais e mais. Não posso parar, não quero parar, não vou parar. Às coisas não resolvidas eu digo: tempo. Me agarro às esperanças recém-nascidas. Tento equilibrar os meus pratinhos, diariamente. - Eu sei que eles vão hora ameaçar cair, hora desmoronar, hora rachar e hora rodarem todos juntos. Engraçado, por um momento me pareceu que todos estavam estilhaçados pelo chão. Mas sempre há o bom e velho superbonder! Verdade... também estou em fase de esquecimento e bipolaridade. Esquecendo das voltas do mundo, das coisas necessárias... Confusão, confusão amiga. Já não reclamo mais de você por aqui... Já não reclamo mais de nada. Calma, estou pegando fôlego pra continuar, caminhando assim, livre, de pés descalços, com um sorriso maroto e muito brilho nos olhos.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
' Do it!
Já não sei mais definir as coisas em volta de mim com facilidade. Parece que tudo ficou embaçado, turvo e quase impossível de destinguir. Quando eu penso que essa fase passou, me vem mais angústia, mais aperto, mais indecisão. Magoar as pessoas com minhas palavras tornou-se automático. Virei uma louca desvairada, desmedida, sem receio, sem tantas preocupações, querendo mandar o mundo se foder! - parte disso é verdade, outra parte não. Não sei mais o que é drama, o que é real e o que é de fato necessário. Não consigo fazer promessas ou dar garantias. Tá tudo assim, a Deus dará! Meu buraco negro não tem fundo e parece que arrasto as pessoas pra dentro dele. Mas tem muita magia espalhada por aí. Algo fez um "clic" dentro de mim. Me deixou na ânsia de viver, despertou encanto e sumiu. Daí mais revolta! Não sei se sou estúpida demais e acredito facilmente em coisas "tolas" ou se esse não-acaso tá tentando me pregar peças. E fico aqui, tentando achar explicação, motivo... fazendo planos imaginários. Esquecendo da promessa de "viver um dia de cada vez"... E o tal do "clic" despertou o melhor e o pior de mim, deixando tudo em conflito. E aí eu fico assim, bipolar. Hora querendo fazer merda, hora querendo ficar na minha, trancada no quarto e pensando na vida, como há alguns anos atrás. As palavras são um fardo duro a carregar! Eu bem sei. E você não sabe, porque não as ouviu do jeito que eu as ouvi. E não é de hoje que esse fardo se instalou... E não foi só de uma boca que saiu. Mas eu carrego e lanço meus planos encima disso e faço dessas palavras as minhas verdades e as encaixo perfeitamente no meu drama insano e maníaco-compulsivo. Acho que esse drama é doença e por isso digo a mim: DESCOMPLICA sua vida e vai viver do jeito que bem-quiser-meu-bem! Porque a porra da vida é sua e se nesse buraco cheio de gente, se você descomplicar tudo, automaticamente TUDO vai ser obrigado a se des-com-pli-car. Porque o teatro, o drama e a cena são seus, são suas, são deles... Eu já cansei de me lamentar. *suspiro* Cansei de chorar! *explosão do ser* Estou farta de divagar sobre minha vida pra tentar auto-explicar tudinho. Mas eu sou humana e graças a Deus não sou perfeita. Também estou cansada de medir palavras... Cansada de tentar me comunicar comigo. Acho que preciso de tempo. Não acho que precise de um tempo. Acho que vou levando... Enquanto eu levo o mundo gira e uma hora tudo se resolve. Ou explode!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
"Você devia viver mais!"
Acordei mais cedo. Mesmo com o friozinho maroto, levantei, tomei um café e fui caminhar no parque. Havíamos combinado desde ontem! Corremos, caminhamos, sujei o tênis novo de lama! Quase caí. Passei vergonha não conseguindo me levantar nas barras de alongamento... Cheguei em casa bem, mais feliz. Com vontade de descomplicar tudinho! Depois do drama da meia-noite eu respirei fundo e dei um basta! Chega de complicar, dramatizar, ficar com vazios incoerentes e reclamar pelas coisas que não deram certo.
Vou comprar mel, fazer umas panquecas, mesmos sem sua companhia. Ouvir muita mpb e tirar foto dos meus dreads amarelos! Arrumar a casa, tomar café, pedir comida de passarinho emprestada pro vizinho! Depois eu arrumo um emprego, compro uma moto e faço uma facul. Aí eu saio de casa e procuro achar a essência que perdi em São Paulo. E eu vou viver cada dia bem simples, um de cada vez, sem me afobar... Preciso pintar minhas unhas, mudar o vermelho e cortar as do pé. Também tenho que colocar outro cd pra tocar e comprar alguns do Cazuza e o dvd da Ana Carolina! Eah, tem muito pra se fazer... Amanhã vou almoçar com a minha rosa querida e no fim do mês encher minha metade de beijos e abraços! *--*
Vou comprar mel, fazer umas panquecas, mesmos sem sua companhia. Ouvir muita mpb e tirar foto dos meus dreads amarelos! Arrumar a casa, tomar café, pedir comida de passarinho emprestada pro vizinho! Depois eu arrumo um emprego, compro uma moto e faço uma facul. Aí eu saio de casa e procuro achar a essência que perdi em São Paulo. E eu vou viver cada dia bem simples, um de cada vez, sem me afobar... Preciso pintar minhas unhas, mudar o vermelho e cortar as do pé. Também tenho que colocar outro cd pra tocar e comprar alguns do Cazuza e o dvd da Ana Carolina! Eah, tem muito pra se fazer... Amanhã vou almoçar com a minha rosa querida e no fim do mês encher minha metade de beijos e abraços! *--*
- Por que eu tava reclamando tanto? O sol não se cansa de brilhar, nem no outono...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
' Cazuzando
Espero que o meu "tapa na cara" um dia seja reconhecido - assim como foi o do grande Cazuza. Com suas palavras sinceras e sua alma aberta, transparente a qualquer um, dono de uma inquietação realmente invejável... Adoraria o ter conhecido. Sentaríamos numa mesa de um bar qualquer e desabafaríamos nossas angústias e desprazeres a nos cercar, rindo pra caralho depois.
Tem dia que preciso de mais poesia. Nem cerveja, nem cigarro, nem presença. Só o nada a contemplar e o peso do redemoinho de palavras pra sustentar na cabeça. Acho que gosto de viver um dia de cada vez, sem perder a fome de cada dia - a do viver. E vou fazendo tudo que me dá na telha, falando o que acho necessário. Cansada de barrar, de não permitir e de pensar demais. Se der merda no fim, no fim a gente chora - ou reza pra alguma criatura. O que não pode é deixar de fazer.
Tem dia que preciso de mais poesia. Nem cerveja, nem cigarro, nem presença. Só o nada a contemplar e o peso do redemoinho de palavras pra sustentar na cabeça. Acho que gosto de viver um dia de cada vez, sem perder a fome de cada dia - a do viver. E vou fazendo tudo que me dá na telha, falando o que acho necessário. Cansada de barrar, de não permitir e de pensar demais. Se der merda no fim, no fim a gente chora - ou reza pra alguma criatura. O que não pode é deixar de fazer.
- Mas não diga que não avisei!
- Não irei. Sempre imagino o preço a se pagar no fim. Me faço de boba, mas não sou. Mas eu gosto de pagar pra ver, gosto muito.
- Não irei. Sempre imagino o preço a se pagar no fim. Me faço de boba, mas não sou. Mas eu gosto de pagar pra ver, gosto muito.
sábado, 8 de maio de 2010
"Quero marcar minha existência...
...não posso parar!"
Um recipiente - pensava. Vazio e transparente. Incapaz de absorver qualquer coisa. Estava errada, afinal. Bastou uma frase sensata dela e um pouco de atenção dele. Acho que enfim me encontrei. Fico feliz! Feliz como não me sentia há dias... e feliz com pouco. Com música, vozes, sorrisos, olhares, melodias, detalhes, poesias não ditas, aquela essência bendita! Ah, posso suspirar aliviada... Tenho novos sonhos pra sonhar, medos pra sentir. Sem cobranças internas pra aguentar. O mundo não cabe mais na minha mão, ufa! Não vou parar de acreditar. Não vou deixar de me apoiar em quem eu tenho.
Um recipiente - pensava. Vazio e transparente. Incapaz de absorver qualquer coisa. Estava errada, afinal. Bastou uma frase sensata dela e um pouco de atenção dele. Acho que enfim me encontrei. Fico feliz! Feliz como não me sentia há dias... e feliz com pouco. Com música, vozes, sorrisos, olhares, melodias, detalhes, poesias não ditas, aquela essência bendita! Ah, posso suspirar aliviada... Tenho novos sonhos pra sonhar, medos pra sentir. Sem cobranças internas pra aguentar. O mundo não cabe mais na minha mão, ufa! Não vou parar de acreditar. Não vou deixar de me apoiar em quem eu tenho.
- Ela era completa, só tinha esquecido disso!
' I feeeeel goooood! ~
Enfim, acho que me achei ;)
- Aaaah, nada como um passeio em São Paulo - Paulista pra reanimar o ânimo! *-*
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Confesso...
"Confesso, acordei achando tudo indiferente
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas
Mas eu sempre quero mais
...
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais"
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas
Mas eu sempre quero mais
...
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais"
- Vou deixar a Ana Carolina falar por mim. Hoje eu tô cansada demais, até pra falar.
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