domingo, 18 de julho de 2010

Meu orgulho ainda vai me matar um dia, eu sei, meu bem.
Passado o teatro que parecia de fantoches, onde eu era o principal
e com tudo novamente nos eixos
- sim, eu gosto de repetir isso, porque é um alívio enorme;
estou lidando com algo novo em mãos.
É a luta pra não deixar o circo semanal pegar fogo e destruir todas as minhas esperanças.
A luta por um sorriso ao invés de um rosto cansado. De um abraço ao invés de um pensamento tímido. De um beijo sincero, mesmo que todos estejam olhando.
Não tenho ouvido mais vozes na minha cabeça.
Acho que voltei a ouvir apenas a mim.
Tem muito que eu quero arriscar.
E alguns gestos me mostram que pode valer a pena!
Vamos nos enrolar no cobertor quentinho, assistir a um filme e depois fechar os olhos, sorrindo sem parar. Vamos gargalhar e reclamar juntos das coisas chatas da vida, e reclamar que amanhã é segunda e teremos que acordar muito cedo.
Hoje eu vi uma cena em sépia transformar-se numa realidade agradavelmente minha.
E de novo eu vi seus olhos.
E isso bastou.

- Pausa dramática: um momento romântico no frio!

sábado, 17 de julho de 2010

Entre fotografias em sépia, de um foco luminoso que me jogara no centro do meu mundo
eu abri os olhos.
Tudo não passa de fotografias jogadas
esquecidas, empoeiradas.
Tudo se acaba. Tudo fica, fica num passado doce
que traz lembranças cada vez mais amargas.
Será que realmente fomos felizes?
Eu sorria sem parar
E então o nosso baralho de cartas desmoronou.
Sonhei por longos meses os sonhos mais insanos
Acho que finalmente estou acordada de novo,
e a contemplar fotografias, mesmo que não sejam minhas,
eu enxergo o mesmo brilho que há em seus olhos.
E mesmo que a vida ainda não faça sentido, há muito que eu quero viver
E aprender e querer e sonhar.
Um suspiro diz mais que minhas mil palavras.
...
Que meus passos virem essas fotografias. Que um dia eu possa me orgulhar de todas elas.
E rir e chorar e dramatizar do meu jeito.
Tem um caminhozinho torto que eu quero seguir.
(torto pra você, não pra mim)
E eu vou descalça.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Já ouvi palavras duras demais até aqui. Foram disparadas de todos os lados, de várias pessoas.
Sinto muito, mas não posso me apegar a essas palavras.
Me desculpe, mas tenho que ir.
Seguir meu caminho e ver tudo com meus olhos. Tomar as minhas decisões, mesmo que bata a cara no muro.
Quero me livrar de correntes e grades.
Quero caminhar com pés descalços.
Quando eu digo isso a mim, de alguma forma parece funcionar...
E cansei de mudar aos pouquinhos. Viver um dia de cada vez nunca funcionou comigo.
Quero pensar sempre a frente, imaginar minha vida como algumas cenas jogadas num telão e tocar com minha poesia os lugares por onde passo.
Não tenho mais tempo pra pensar demais sobre a vida e ter medo de atitudes. Tô sem tempo pra dormir e principalmente pra viver.
Me desculpe, mas eu tenho que ir. Tem gente me esperando lá fora.


"A menina parou com os pés descalços diante do precípicio. Respirou fundo, encarou as rochas lá embaixo fixamente. Então recuou. Um, dois, três passos para trás... E então tomou impulso, correu se jogou!"

domingo, 11 de julho de 2010

Na volta pra casa, pela janela do ônibus
eu contemplei as ruas agitadas lá fora
e coloquei minha vida sob perspectiva.
Parei de me apegar a detalhes,
de enxergar tudo em preto e branco.
Deixei as fotografias sépia no passado.
Também não vou mais me apegar ao drama. Ao seu drama, ao meu drama, ao drama dele.
E então fechei a janela para que o vento gélido parasse de cortar o meu rosto, arrancando filetes de um sangue amargo.
Quero assistir à comédias. Rir um pouco mais das tragédias - seja de forma irônica ou não.
Fazer barulho quando passar na rua, gritar até a garganta doer e alguém se irritar.
Tinhas uns cenários bonitos que eu costumava frenquentar.
Hoje eu cansei dessa mpb com quê de bossa nova.
Gosto de ouvir rock n roll enquanto observo a janela. O ritmo acompanha melhor tudo que está acontecendo. O ritmo frenético, coisas espalhadas, mas tudo em seu lugar.
Agora não há mais dúvidas de onde quero chegar.
... Respirei fundo, levantei do lugar cômodo e dei o sinal. Esperei o veículo parar e desci com a bolsa preta de estampa rosa e vermelha. Caminhei meus passos tortos e firmes, com rumo certo...




sexta-feira, 25 de junho de 2010

' Sorria meu bem!

Ah, é quase uma da manhã e essa inspiração me bateu! A música dela acaba de me cativar e gravar em mim um "quero mais". Trabalhei a semana inteira, estive sobrecarregada com trabalhos do curso, não comi direito, dormi mal todas as noites e, no entanto, acordo mais feliz a cada dia. Acho que finalmente chegou meu momento. Meu momento de ver a glória. A glória daquela cidadezinha inspiradora, daquela fonte banhada pelo sol, daquele dia nublado de vento gélido, porém aconchegante. A glória do novo nascer do sol, do fim do dia com aquele crepúsculo alaranjado, das pessoas que se movimentam a minha volta, das coisinhas pequenas sempre presentes e da poesia embutida em boemia, drama, bossa nova, mpb. Me vem aquela velha vontade de gritar ao mundo que estou aqui, que vivo e que tudo está em seu lugar. Posso respirar aliviada e contemplar os fatos. E me sentir feliz, e sorrir mais, e conversar e conhecer e descobrir e caminhar...
Conversei com o motorista e ele me apontou o caminho. O moço simpático - cobrador de ônibus - rendeu ótimos sorrisos. E eu disse "bom dia" mais vezes. E senti a alma transbordar, contente, explodinte!

http://www.youtube.com/watch?v=PaUI6Tvd1sA

(Ao meu caro amigo o video que prometi! Realmente adoro essa música e espero que goste!)


E pra você que não está sorrindo... Acho que já chega! É só você que pode dar um basta nos seus não-sorrisos e ninguém pode te tirar desse abismo que você cavou com os próprios pés. Não se culpe, não se atreva a continuar assim. Use sim suas palavras que magoam. Mas pare de se magoar. Você não merece nada disso... Você é preciosa. Sorria, meu bem, sorria!


"Quanto às asas daquela pobre menininha... Bom, isso vai render um bom livro um dia! Até lá, elas continuarão crescendo!"

domingo, 20 de junho de 2010

' A second chance, honey.

Algumas marcas são produndas. As minhas são constantemente cutucadas com um estilete afiado, para não cicatrizarem nunca. É meu sadismo agindo junto com meu impuslo e falando por mim. É, eu sou assim... deixo-me levar por um impulso forte que acompanha o meu pulsar e vou me guiando, de olhos vendados ou não, por caminhos tortos ou iluminados, sem nunca saber onde vou chegar. Tem muita incerteza no meu caminho, tem muita vida me rondando, muita energia sussurrando no meu ouvido, muito prazer escondido nas pequenas coisas. Não, eu não havia deixado de ser o que sempre fui nesse tempo de caos e mundos de cabeça para baixo. Continuei eu, sempre forte, como uma rocha, tentando seguir o melhor caminho - mesmo que este às vezes terminasse em bifurcações terrívelmente obscuras ou misteriosas. Segui e vi até onde meus pés poderiam caminhar sem aquele certo alguém. E estava tudo desabando. Eu tinha alguns pratinhos para equilibrar, e aos poucos eu fui deixando, um a um. Todos eles cairam e se espatifaram fortemente contra o chão maçiço. Meu mundo fora tão perfeito e depois tão vazio... e havia explodido. Irrompi em lágrimas, as mais amargas que já havia sentido o gosto, e me rejeitei. Rejeitei o meu ser, os meus gostos, os meus desejos, a minha alma... Rejeitei tudo que estava em mim. Culpei-me. E depois de finalmente admitir o que era necessário, eu chorei mais um pouco. Não mais tenho vergonha das minhas lágrimas. Não sinto mais culpa... Eu desacelerei! Cada vez mais, parei até com o impulso. Eu havia aprendido, uma vez, como era ser completa sem precisar de algo mais. Mas ainda assim, havia um vazio naquela época. Agora não dá mais pra negar; não sei não ter o meu algo mais. Eu parei, eu tive tempo, eu escolhi. E é assim que eu quero seguir: começando de novo com meu pulsar - dessa vez o mais forte. Vou caminhando com todas aquelas incertezas que já são parte de mim... até que seja necessário parar novamente. Meus pratinhos eu recolhi do chão e remendei todos, até voltarem à mesma forma de antes. Ficaram cheios de marcas, eu sei. Mas estão agora girando, todos ao mesmo tempo. E é certo que voltarão a cair... mas levará algum tempo até isso.

- Você estendeu-me a mão, meu amor. Eu retribui. Vamos de mãos dadas novamente seguir.

"Entrei no local e sentei-me no balcão. Estava decidida. Encarei a vida a me olhar, do outro lado, respirei fundo e diante de todos pensamentos que me permiti ter, enfim disse: Me vê uma segunda chance! A vida sorriu seu sorriso mais sincero e despejou num copo diante de mim o conteúdo vibrante e vermelho. A bebida mais linda que já havia visto... Sorri-lhe de volta, agarrei o copo e tomei tudo de uma só vez. Senti o líquido parar no meu estômago e me preencher com um sentimento bom. Era a certeza de saber que estava certa, ao menos uma vez, em seguir meu coração. Levantei e saí do lugar, enquanto a vida continuava me sorrindo."


sexta-feira, 11 de junho de 2010

' As melhores coisas do mundo...

http://www.youtube.com/watch?v=7YjQMe07Zes



eis o meu primeiro video estranhamente meio poético.
estas palavras me surgiram na madrugada e eu as rabisquei num caderno, agora aí estão.
sem mais.