terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estou vivendo em ritmo alucinado. O trabalho tem me desanimado e a pressão do curso tem me irritado. Durmo mal todos os dias. Só tenho tempo para ler no trem e no ônibus, embora prefira dormir um pouco mais na estrada longa para Santana de Parnaíba. Tomo café da manhã duas vezes, almoço, faço um lanche e nunca janto. Acordo sem querer, no fins de semana e meus passeios viram a noite quase sempre. Acordo com dores de cabeça e muita preguiça no domingo. Quase não mais escrevo. Não desenho croquis. Não exercito as coisas que vejo no curso e ignoro as lições de inglês sempre que posso, além de adiar trabalhos e faltar às aulas. Ficou tudo muito cinza. Odeio quando coisas perdem a cor. Preciso de algo novo e bom que reaqueça meu ânimo. Não quero estar desgastada. De modo algum. Ainda penso nas roupas que vou fazer, nos desenhos, nas estampas e na arte que vou fotografar... Preciso de novas impressões! Não posso deixar os meus pratos caírem novamente, não agora. Tenho que segurá-los firmemente e eu sei que vou.
Mas que saudade dos meus amigos... do tempo com eles e das risadas incessáveis! Saudade das suas vozes, olhares e sorrisos! Acho horrível não ter dado atenção a eles. Mas tem dias que quero coisas novas. Algo como o carro na estrada, música alta e pensamentos que não se preocupam em acordar cedo na segunda-feira...
Que agonia! Meu impulso está pulsando aqui dentro, querendo sair, pedindo que eu jogue tudo pro alto e comece do zero! Mas não é tão simples assim, e ter que me conformar é tudo que eu mais odeio.

- Rotinas são um saco...

Open your eyes!

domingo, 5 de setembro de 2010

' Three boys and L.A. Woman

Muito sol. Pouca água. O rádio do carro com ACDC e Rolling Stones no melhor volume.
Estrada e paisagem e destino. Algumas paradas conturbadas. Medo. Corpo esgotado.
Troca de sorrisos.
Enfim, um lugarzinho acolhedor no meio do nada. Algumas pessoas, uma bela noite sob um céu de estrelas e algumas cervejas.
Troca de olhares.
Troca de palavras.
Troca de energia.
E vontade de dividir muitas coisas...
Não, a gente não vai prever o futuro.
Mas eu tô nessa chuva pra me molhar!

Um ano.

Happy Birthday!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tenho me encontrado entre goles e tragos.
Aos tragos tenho me encontrado.
E nos seus braços também.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Onde você se encontra?
No dia nublado, na ponte atraente que pede a você
"Se jogue!"
Na rotina que tapa seus olhos? -
Duvido.
No pôr-do sol. Na música em volume alto.
Na bebida. Nas noites na rua. No sexo.
No domingo ensolarado. Na amargura implícita. No desejo não-reprimido.
Onde você se encontra?
Na contra-mão do mundo de ponta cabeça. Na roda viva. No moinho infinito.
No looping das suas crises.
No espelho completamente rachado.
No cigarro adorável.
Naquele abraço amigo...
Entre quatro paredes, com pés descalços, cabeça no chão, camisa de força e lágrimas tristes.
Será que alguma vez se encontra completo dentro de ti?

Me diz, onde você se encontra?

domingo, 15 de agosto de 2010

Estavam deitados. Ele de olhos bem fechados, ela com o toque suave dos dedos a acariciar seu rosto. Nunca olhara um homem com olhos tão vibrantes. Nunca sentira tanta vontade de proteger alguém. Assim como nunca sentira tanto medo...
Estabeleceu um diálogo silencioso enquanto o outro dormia.

- O que vai ser de mim quando você se for?

- VOcê vai seguir em frente...

- Como vou me virar sem você?

- Você vai aprender, é natural... - é o que ele diria.

Seus pensamentos foram interrompidos quando ele abriu os olhos. Olharam-se fixamente. Ela sorriu. Seu coração vibrou.

- Eu te amo. - ele sussurrou antes de pegar no sono novamente, quando seus olhos brilhantes se fecharam.

Re.encontro

Ia virando a esquina quando derrubou no chão o chaveiro um tanto infantil e parou bruscamente, dando de cara com o desconhecido. No mesmo instante esqueceu do objeto e seus olhos encontraram perdidamente os dele. Aqueles olhos brilhantes e enigmáticos...

- De onde eu te conheço? - a moça perguntou, sorrindo.

- Acho que de outra vida, senhorita! - ele sorriu-lhe de volta e a fez compreender.

Era o acaso agindo novamente, noutra vida. Os sorrisos aumentaram e os olhos brilharam mais.

- Vamos tomar um café?

- Obviamente!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Estava sentada diante daquele que diziam ser "O Todo Poderoso", que naquela ocasião tinha a forma de uma criança. Uma criança miúda, de olhos castanho-escuros e pele morena, que a olhava fixamente. Deus poderia ter a forma que quisesse com menos que um estalar de dedos, mas aquela figura da criança de olhos severos a deixava completamente desconfortável. Estivera por tanto tempo perdida em seus próprios pensamentos, a humana, que quando respirou fundo pela primeira vez, já foi logo soltando as palavras, sem pestanejar:

- Eu quero saber, de uma vez por todas, qual é o sentido?

A criança não moveu sequer um músculo da face e continuou com o olhar severo, como se a outra criatura nem estivesse ali - o que a deixou extremamente incomodada e irritada. A humana levantou-se e olhou o outro pela última vez, dando-lhe as costas. Tinha vontade de estapear aquele Deus, mas segurou-se, por algum respeito que não sabia de onde viera."


Qual é o teu sentido?
As flores do campo, as amarelas ou as rosas vermelhas?
Os seus amores, o seu amor ou seu umbigo?
Mire nos detalhes...