quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu disse, nossa vida é como uma comédia romântica
- tanto por mim, quanto por você.
Somos desajeitados, amor.
Somos tolos e frios.
E quando tentamos inovar, metemos os pés pelas mãos.
Somos duas crianças a correr sem medo do perigo, por um caminho incerto.
Às vezes sorrimos à toa e brindamos sonhos em comum,
mas às vezes viramos a cara por desejos inúteis e sem sentido.
Tudo dá errado quando queremos ter o momento perfeito.
Mas às vezes as palavras acabam por cortar o momento correto e tudo dá certo, enfim.
Mesmo meio bêbados, meio carentes e orgulhosos e tropeçando nos próprios erros imaturos, nós nos damos bem.
Acho que é isso.
Acho que dá certo, apesar de todos os nossos poréns de pessoas extremamente complicadas.
aiai...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

hah

Eu, na minha jovial revolta, nunca me imaginei nessa situação. Inocentemente pensava que não iria me apegar nunca a ninguém. E eu iria morar sozinha, ser independente, ter um emprego legal e morrer com a minha solidão me afrontando diariamente. Na melhor das hipóteses dividiria um apartamento com alguns amigos e teria um cachorro Labrador... Andei revendo meus conceitos, mordi um pouco a língua e me conformei que no fim as pessoas são iguais e fazem as coisas do mesmo jeito. Não tem como fugir muito disso... Quero fazer bolos pro café da tarde, arrumar a casa do meu jeito, apertar nossas roupas na máquina de costura, beber até de madrugada, andar de lingerie pela casa, colocar camisetonas punk durante a gestação e roubar o assento das pessoas no ônibus. Quero idolatrar os meus filhos, levá-los pro parque nos finais de semana, fazer uma massinha gosmenta e caseira com farinha de trigo - igual a que eu fazia quando pequena. Quero fazer essas coisas que as esposas e as mães fazem, porque de repente isso me parece muito legal! Então, vamos lá meu amor, vamos brindar à vida - à nossa vida - e vamos fazer essas coisas tão necessárias. Vamos ter um casamento legal, uma casinha bacana e criar nossos cinco filhos com as quipás coloridas que eu vou costurar!

E sim, eu te amo demais!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

' Grito

Te vejo sangrando mais vezes do que talvez eu possa aceitar.
Sua frieza e sua intensidade me envolvem, mesmo que eu tente ignorar.
E às vezes eu o faço mesmo, como meio de defesa.
E crio mil ilusões para me proteger.
Tento ser forte, tento dar um passo de cada vez.
Mas nesses passos eu furo meus pés com os pregos que vem como peças pregadas pelo destino.
Eu quero ser forte, eu quero sorrir, quero continuar acreditando que todas essas coisas que você me diz não vão acontecer.
Mas a verdade é que eu acredito cegamente em cada palavra.
E no seu ohar, e no seu sorriso, e na sua voz e nos seus gestos.
É porque eu te amo demais que eu preciso dessa força que sempre me faltou.
Então eu te peço, querido, por favor, não mergulhe na sua escuridão sozinho.
Não me afaste. Não se tranque nos seus pensamentos.
Me deixe participar, ajudar, entender a sua vida, a sua essência.
Eu vou cuidar de você.
Prometo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Queria ter os olhos de Maysa.
E com eles sua visão.
E entender o que estes viam além
do que os míseros olhos mortais vêem.
Pelos cantos caída, com garrafas e drinks na mão.
Um trago atrás do outro
e a poesia em todo seu corpo."


30/08/2010 por Natana Boletini - Em um ônibus em movimento.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estou vivendo em ritmo alucinado. O trabalho tem me desanimado e a pressão do curso tem me irritado. Durmo mal todos os dias. Só tenho tempo para ler no trem e no ônibus, embora prefira dormir um pouco mais na estrada longa para Santana de Parnaíba. Tomo café da manhã duas vezes, almoço, faço um lanche e nunca janto. Acordo sem querer, no fins de semana e meus passeios viram a noite quase sempre. Acordo com dores de cabeça e muita preguiça no domingo. Quase não mais escrevo. Não desenho croquis. Não exercito as coisas que vejo no curso e ignoro as lições de inglês sempre que posso, além de adiar trabalhos e faltar às aulas. Ficou tudo muito cinza. Odeio quando coisas perdem a cor. Preciso de algo novo e bom que reaqueça meu ânimo. Não quero estar desgastada. De modo algum. Ainda penso nas roupas que vou fazer, nos desenhos, nas estampas e na arte que vou fotografar... Preciso de novas impressões! Não posso deixar os meus pratos caírem novamente, não agora. Tenho que segurá-los firmemente e eu sei que vou.
Mas que saudade dos meus amigos... do tempo com eles e das risadas incessáveis! Saudade das suas vozes, olhares e sorrisos! Acho horrível não ter dado atenção a eles. Mas tem dias que quero coisas novas. Algo como o carro na estrada, música alta e pensamentos que não se preocupam em acordar cedo na segunda-feira...
Que agonia! Meu impulso está pulsando aqui dentro, querendo sair, pedindo que eu jogue tudo pro alto e comece do zero! Mas não é tão simples assim, e ter que me conformar é tudo que eu mais odeio.

- Rotinas são um saco...

Open your eyes!

domingo, 5 de setembro de 2010

' Three boys and L.A. Woman

Muito sol. Pouca água. O rádio do carro com ACDC e Rolling Stones no melhor volume.
Estrada e paisagem e destino. Algumas paradas conturbadas. Medo. Corpo esgotado.
Troca de sorrisos.
Enfim, um lugarzinho acolhedor no meio do nada. Algumas pessoas, uma bela noite sob um céu de estrelas e algumas cervejas.
Troca de olhares.
Troca de palavras.
Troca de energia.
E vontade de dividir muitas coisas...
Não, a gente não vai prever o futuro.
Mas eu tô nessa chuva pra me molhar!

Um ano.

Happy Birthday!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tenho me encontrado entre goles e tragos.
Aos tragos tenho me encontrado.
E nos seus braços também.