Queria não saber contar metáforas.
Queria dizer àquelas pessoas ali o que me sufoca.
E que tudo fosse simples, que tudo fosse fácil e muito pouco fosse considerado errado.
Se eu pudesse ao menos ter sempre certeza das coisas. Mas não aguento mais andar tropeçando e tropeçando nas pessoas pedir o apoio delas e nelas me apoiar.
Queria que meu grito no escuro e minhas lágrimas no silêncio fossem o bastante pra me confortar de mim, dos meus atos falhos, do meu mundo, da minha inércia, da minha dor.
E que eu pudesse, simplesmente, sustentar-me em mim, com redundâncias, reticências e subjetivismos tão meus.
Mas eu quero alguém pra me salvar... Dessa minha loucura, de distorções e paradoxos e armadilhas que crio pra mim.
"A valsa era triste, mesmo ao som animado que vinha da natureza pacata. Tinha um cheiro vazio em meio ao gosto doce e a água que escorria era suja."
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
' De todas as coisas que ainda não fiz...
Não terminei de ler aquele livro. Aqueles livros, na verdade. E são histórias das quais me privei, as quais nunca saberei como terminam. E foi provavelmente por preguiça, que acabei deixando um pouco do mundo passar num dia, mais um pouco noutro. E foi incrível e unicamente por preguiça que me deitei no chão com as portas e janelas fechadas, que simplesmente contemplei o meu teto, ao invés de sair e contemplar o teto do mundo. Mas eu costumava ter o esforço de subir na laje da casa, só pra ver o sol se pôr. Costumava acordar cedo, para vê-lo nascendo. Trazendo toda aquela esperança amarela que só o sol é capaz de trazer. E com o passar dos dias, fui deixando muita coisa de lado, matando um a um os meus pedaços mais deliciosos e prazerosos, só por preguiça.
Foi a mim que matei, e não o meu mundo. Matei os sonhos, os desejos, as vontades, as ilusões, as verdades. Até que cheguei num beco mal iluminado e caí de joelhos. O mundo todo havia passado e restara só o que eu fizera de mim. Sem ninguém que pudesse socorrer minha alma. Claro, eu havia matado até meu pedaço mais lúcido. Foi quando as lágrimas me invadiram e eu senti algo que não sentia há tempos. Me senti viva. O sol começou a brilhar naquele beco escuro, pouco a pouco. E pouco a pouco foram aparecendo ao chão, todas as máscaras que fizeram parte de mim. Então eu me levantei e corri, até encontrar a areia da praia. Com sua imensidão, sua perfeição, seu infinito. E senti-me completa de mim, até afogar-me em meu próprio eu.
Foi a mim que matei, e não o meu mundo. Matei os sonhos, os desejos, as vontades, as ilusões, as verdades. Até que cheguei num beco mal iluminado e caí de joelhos. O mundo todo havia passado e restara só o que eu fizera de mim. Sem ninguém que pudesse socorrer minha alma. Claro, eu havia matado até meu pedaço mais lúcido. Foi quando as lágrimas me invadiram e eu senti algo que não sentia há tempos. Me senti viva. O sol começou a brilhar naquele beco escuro, pouco a pouco. E pouco a pouco foram aparecendo ao chão, todas as máscaras que fizeram parte de mim. Então eu me levantei e corri, até encontrar a areia da praia. Com sua imensidão, sua perfeição, seu infinito. E senti-me completa de mim, até afogar-me em meu próprio eu.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Talvez, eles tenham escolhido nascer diferentes. Talvez não. Mas escolheram as cores ao invés do negativo, preferiram as letras ao invés dos números e optaram em desenhar formas ao invés de fazer cálculos lógicos. Pintaram, desenharam, criaram. Escolheram criar, mesmo que algo parecido com o já existente e recusaram-se a chegar ao fim das malditas inequações. Deixaram que o teatro os invadisse, perceberam que eram feitos de tudo e que não passavam de nada nesse mundo gigantesco. E ao redor de tanta gente feita de osso, igualaram-se e apreciaram os sorrisos pela rua, fotografando flores e bichos, ao vivo e a cores. A música inundou suas vidas, desde sempre. Acho que sem ela, nenhum deles conseguiria manter-se vivo. Apelaram algumas - ou muitas - vezes aos vícios da vida. Convidaram a nostalgia para acompanhar uma valsa e deitaram-se no chão, exaustos, intensos, completos. Riram-se até o mundo acabar.
E é dessa gente que eu gosto. É essa gente que me orgulha. É dessa gente que faço parte.
E é dessa gente que eu gosto. É essa gente que me orgulha. É dessa gente que faço parte.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Preciso encontrar um elo. Meu elo.
Mentira! Na verdade preciso reencontrá-lo...
Tive passados tão felizes e criativos. Mas parece que depois de uma fase em tons de cinza, tudo dissipou e eu fiquei aqui, perdida numa ilusão subjetiva e histérica.
O calor têm me aborrecido demais. Acho que talvez seja só uma desculpa pra eu culpar um fator externo e não a mim.
Mas eu queria tanta coisa!
E acabei foi correndo em círculos.
E os dias foram correndo e as horas passando e eu continuei nessa inércia... Ainda quero cuspir minhas artes no mundo e jogar um pouco de amor no ventilador, pra ver se algo se refresca, enfim.
...Não quero essa medíocridade que me irrita. Na verdade quero pintar algumas cores por aí. Quero arrecadar alguns sorrisos, começando pelo meu!
"Onde foram parar aquelas asinhas, da menina que tinha o mundo na palma da mão?"
Mentira! Na verdade preciso reencontrá-lo...
Tive passados tão felizes e criativos. Mas parece que depois de uma fase em tons de cinza, tudo dissipou e eu fiquei aqui, perdida numa ilusão subjetiva e histérica.
O calor têm me aborrecido demais. Acho que talvez seja só uma desculpa pra eu culpar um fator externo e não a mim.
Mas eu queria tanta coisa!
E acabei foi correndo em círculos.
E os dias foram correndo e as horas passando e eu continuei nessa inércia... Ainda quero cuspir minhas artes no mundo e jogar um pouco de amor no ventilador, pra ver se algo se refresca, enfim.
...Não quero essa medíocridade que me irrita. Na verdade quero pintar algumas cores por aí. Quero arrecadar alguns sorrisos, começando pelo meu!
"Onde foram parar aquelas asinhas, da menina que tinha o mundo na palma da mão?"
domingo, 24 de outubro de 2010
Eu tinha sonhos.
Andava descalça e não tinha medo de correr e mergulhar no mar.
Meus sonhos eram os mais coloridos, os mais possíveis, felizes e melhores do que qualquer um poderia ter.
Tinha máscaras, felizes e tristes; tinha fortalezas que me cercavam.
Achava que ninguém poderia destruir aqueles sonhos.
Até que eu encontrei estes sapatos vermelhos.
Eu parei por um momento, os calcei, e caminhei com eles.
Fui eu que destruí os meus sonhos.
Coloquei o castelo encantado abaixo, abri os olhos e encarei a realidade.
"Realidade? Que realidade você acha que encontrou?" - era uma voz conhecida, mas que eu odiava ouvir.
A realidade, oras. Muitas coisas perderam o sentido...
"E por que elas tinham sentido antes?" - aquele tom sarcástico fazia minhas entranhas remoerem-se de raiva.
Porque eu era uma menina tola!
"Não se acha mais tola? Por acaso é dona da verdade absoluta?" - o sorriso cínico me fazia querer arrancá-lo com as unhas.
...
"Me diga, qual é essa realidade grandiosa que enxergaste!" - começou a rir, bem baixinho, sem perder o sorriso malicioso.
...
"Por que faltam as palavras, se é tão sábia garota?" - aumentou a risada gradualmente.
...
"A realidade não passa de ilusão. As ilusões são criadas por você. Então escolha, qual realidade você quer viver..." - e começou a gargalhar num tom estridente que irritava meus ouvidos.
CHEGA!
Vou tirar esses sapatos...
Andava descalça e não tinha medo de correr e mergulhar no mar.
Meus sonhos eram os mais coloridos, os mais possíveis, felizes e melhores do que qualquer um poderia ter.
Tinha máscaras, felizes e tristes; tinha fortalezas que me cercavam.
Achava que ninguém poderia destruir aqueles sonhos.
Até que eu encontrei estes sapatos vermelhos.
Eu parei por um momento, os calcei, e caminhei com eles.
Fui eu que destruí os meus sonhos.
Coloquei o castelo encantado abaixo, abri os olhos e encarei a realidade.
"Realidade? Que realidade você acha que encontrou?" - era uma voz conhecida, mas que eu odiava ouvir.
A realidade, oras. Muitas coisas perderam o sentido...
"E por que elas tinham sentido antes?" - aquele tom sarcástico fazia minhas entranhas remoerem-se de raiva.
Porque eu era uma menina tola!
"Não se acha mais tola? Por acaso é dona da verdade absoluta?" - o sorriso cínico me fazia querer arrancá-lo com as unhas.
...
"Me diga, qual é essa realidade grandiosa que enxergaste!" - começou a rir, bem baixinho, sem perder o sorriso malicioso.
...
"Por que faltam as palavras, se é tão sábia garota?" - aumentou a risada gradualmente.
...
"A realidade não passa de ilusão. As ilusões são criadas por você. Então escolha, qual realidade você quer viver..." - e começou a gargalhar num tom estridente que irritava meus ouvidos.
CHEGA!
Vou tirar esses sapatos...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Eu disse, nossa vida é como uma comédia romântica
- tanto por mim, quanto por você.
Somos desajeitados, amor.
Somos tolos e frios.
E quando tentamos inovar, metemos os pés pelas mãos.
Somos duas crianças a correr sem medo do perigo, por um caminho incerto.
Às vezes sorrimos à toa e brindamos sonhos em comum,
mas às vezes viramos a cara por desejos inúteis e sem sentido.
Tudo dá errado quando queremos ter o momento perfeito.
Mas às vezes as palavras acabam por cortar o momento correto e tudo dá certo, enfim.
Mesmo meio bêbados, meio carentes e orgulhosos e tropeçando nos próprios erros imaturos, nós nos damos bem.
Acho que é isso.
Acho que dá certo, apesar de todos os nossos poréns de pessoas extremamente complicadas.
aiai...
- tanto por mim, quanto por você.
Somos desajeitados, amor.
Somos tolos e frios.
E quando tentamos inovar, metemos os pés pelas mãos.
Somos duas crianças a correr sem medo do perigo, por um caminho incerto.
Às vezes sorrimos à toa e brindamos sonhos em comum,
mas às vezes viramos a cara por desejos inúteis e sem sentido.
Tudo dá errado quando queremos ter o momento perfeito.
Mas às vezes as palavras acabam por cortar o momento correto e tudo dá certo, enfim.
Mesmo meio bêbados, meio carentes e orgulhosos e tropeçando nos próprios erros imaturos, nós nos damos bem.
Acho que é isso.
Acho que dá certo, apesar de todos os nossos poréns de pessoas extremamente complicadas.
aiai...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
hah
Eu, na minha jovial revolta, nunca me imaginei nessa situação. Inocentemente pensava que não iria me apegar nunca a ninguém. E eu iria morar sozinha, ser independente, ter um emprego legal e morrer com a minha solidão me afrontando diariamente. Na melhor das hipóteses dividiria um apartamento com alguns amigos e teria um cachorro Labrador... Andei revendo meus conceitos, mordi um pouco a língua e me conformei que no fim as pessoas são iguais e fazem as coisas do mesmo jeito. Não tem como fugir muito disso... Quero fazer bolos pro café da tarde, arrumar a casa do meu jeito, apertar nossas roupas na máquina de costura, beber até de madrugada, andar de lingerie pela casa, colocar camisetonas punk durante a gestação e roubar o assento das pessoas no ônibus. Quero idolatrar os meus filhos, levá-los pro parque nos finais de semana, fazer uma massinha gosmenta e caseira com farinha de trigo - igual a que eu fazia quando pequena. Quero fazer essas coisas que as esposas e as mães fazem, porque de repente isso me parece muito legal! Então, vamos lá meu amor, vamos brindar à vida - à nossa vida - e vamos fazer essas coisas tão necessárias. Vamos ter um casamento legal, uma casinha bacana e criar nossos cinco filhos com as quipás coloridas que eu vou costurar!
E sim, eu te amo demais!
Assinar:
Postagens (Atom)