
Tenho me questionado mais. Por que sou assim, por que faço as coisas dessa maneira, por que tenho tanto medo. Eu tenho medo de quê? Sempre me deparo sentada na beirada de um abismo. Do lado em que estou, estão também minhas verdades. Do outro lado, bem distantes, estão as verdades que eu queria ser ou ter. Por mais que eu mude o jeito de pensar ou mesmo minhas atitudes, estes mesmos dois lados nunca se aproximam e tudo continua igualmente distante. Não gosto do peso que coloco nas coisas. Não gosto de como minha alma se machuca com pequenos cortes superficiais. Não gosto da minha fragilidade, da minha carência, da preocupação excessiva e principalmente do meu silêncio. - Quando eu saí daquela sala na semana passada, eu estava nua. Não era você que eu tinha encontrado, era a mim. Foi como se eu tivesse passado uma hora em frente o espelho, falando e calando para mim. O meu próprio peso caiu sobre meus ombros e me jogou no chão. Eu me senti terrível... São metáforas, verdades cuspidas do meu jeito e probleminhas que torno maiores. Não, não era SÓ isso. Você tinha razão. E eu cansei de ter que fugir do meu eu.


