quarta-feira, 1 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
' Harmonia

O mundo dá voltas paralelamente às voltas dos meus pensamentos. As coisas deterioram-se constantemente, sem que nos seja possível palpar isso. Quando menos esperamos, aquele imenso castelo construído com muito esforço por belas cartas, desmorona sem que tenhamos controle sobre isso... E então as referências mudam, as coisas mudam, o seu mundo muda.
Confesso ter ficado apreensiva quando meu último castelo caiu. Contudo, imaginei que uma lacuna terrivelmente amarga e odiosa fosse colocar-se em seu lugar. Pra minha surpresa, meus passos me levaram a um lugar bonito, que havia imaginado diversas vezes, porém nunca tinha conhecido. Eu encontrei belas flores e um admirável sorriso. Então, guardei as mágoas que haviam em mim e pude sorrir de volta.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
E ao contrário do que muitos pensam, as palavras perdem seu valor.
E ficam a mercê do tempo e com ele são carregadas. Às vezes para perto, às vezes para longe. Mas sempre variáveis de sentido ou culpa.
Se não posso confiar ao menos nas palavras, como confiarei se meu senso ainda sabe distinguir o certo do errado e o feio do belo?
Ainda espero o dia em que as palavras venham a me surpreender como fizeram um dia.
Porque um dia nossas palavras me fizeram feliz.
Hoje estas vagam com o vento...
(pra longe de nós).
domingo, 1 de maio de 2011
'Entre o certo e o errado tem o mundo inteiro...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
' Vivendo espero.

Tem muito chicote me chicoteando a pele frágil. Daí eu tenho vontade de correr... mas não do chicote, necessariamente. É uma vontade grande de correr de mim. E correndo de mim eu me desvencilharia dos chicotes, como consequência.
Sinto como se eu não pudesse me dar ao luxo de parar e respirar. Tem um mundo pesando nos meus ombros... Tem medo, tanto medo. Do rumo incerto que as coisas estão tomando. Medo de rumar para um caminho que não é meu...
Tô cansada de me calar. De silenciar e de sentir isso pesando em mim. Cansada de carregar lata d’água na cabeça. De ser carinhosa, doce, afobada, impaciente, mimada. Quero mudar palavras, frases, vírgulas, parágrafos... É uma daquelas velhas vontades de provar pra mim que não, as coisas não são como são. Que posso mudar tudo, mesmo que me neguem isso.
E por que tanta revolta, você vai dizer?
Porque cansei de viver pro amanhã. De viver esperando que o próximo dia seja lindo. Esperando que você mude ou que se importe ou que telefone... Cansei de fingir que estou bem, esperando pelo amanhã em que realmente estarei. Cansei de fingir que não vejo, não sinto, não gosto. Cansei de ilusões e de dizer que tudo vai ficar bem, que tudo vai ser maravilhoso. Apenas me sinto farta. Daí é só questão de tempo pra jogar tudo pro alto. Porque tem gotas acumulando no copo sobre a mesa.
quinta-feira, 14 de abril de 2011

Calma. Uma palavra, um dom, algo que nunca tive. Meus pensamentos são sempre redemoinhos, meu choro vira ânsia, meus gestos são frenéticos, eu engulo as palavras falando demais e atropelo as pessoas na rua quando corro. Tento prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo, pensamentos distintos me invadem simultaneamente, eu quero sempre mais e mais correria, mais carga, mais energia, tudo mais... Eu não sei respirar!
Mas depois do que ele me disse, eu refleti muito. Eu parei. Respirei. Andei lentamente. Observei muitos detalhes preciosos. Fiz questão de fazer meu trajeto a pé e o mais lento que pude. E foi como descobrir outra pessoa vivendo em mim. Meus pensamentos ficaram mais claros, minhas incógnitas se desmistificaram um pouco e, enfim, cheguei ao meu destino. Talvez com dez minutos de atraso a mais, por ter caminhado tão devagar. Mas isso tornou-se indiferente. Tenho tentado então viver um pouco mais sinceramente, como não fazia há algum tempo. Vivendo alguns detalhes importantes e transparecendo mais meus ideais. Tentando passar minhas verdades sem medo de pré-julgamentos alheios. Hoje estou tranquila e determinada. E o mundo continua girando freneticamente...
quarta-feira, 13 de abril de 2011
(Re)apaixone-se

de um lado a complexidade. do outro a simplicidade. no meio, tudo. e nesse tudo, o belo. tive momentos intensos hoje... passei uma semana reunindo pesos que pesaram ainda mais hoje. extravasei meus sentimentos, meus pensamentos, minhas divagações... compartilhei sorrisos, chorei muito e dividi um pouco de todo esse peso. eu gosto da relação com as pessoas e de como essas relações sempre me mostram coisas sutis que fazem diferença marcante no todo. fica a lição do re-apaixonar-se. por um gesto, um sorriso, uma palavra, um momento, uma foto, um pôr-do-sol, o silêncio e a solidão, um carinho, um brilho no olho... reapaixonar-se pela vida, pelo que corre em você, pelo que você é, por cada passo que te fez assim... reapaixonar-se pelo amor. o amor contido em tudo isso. "Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você. Chorar, sorrir também e depois dançar... dançar na chuva quando a chuva vem!"