Qual é a loucura entre a sanidade e a loucura de ser? Você sabe dizer?
Ou será que é mesmo relativo,
ou esse "relativo" que é mais relativo que todo o resto.
Quero concluir as cenas que passam por minhas cabeça e desvendar a venda de tudo. Farejar, caçar, procurar, encontrar, lidar, praticar... Quero movimento, meu, seu, nosso, do mundo. Quero que alguém me dê a mão e esse simples dar de mãos seja o suficiente. Suficiente pra ir contra a insanidade mundana, pra ir contra a sanidade das mãos, pra cambalear entre as multidões e fazer de algo abstrato algo concreto, ou não. Quero paciência pra pedalar, pra entender, pra buscar de novo o novo que eu não vi. A novidade me diz: tenha movimento e venha ao meu encontro. Não posso mais fugir, não quero mais fugir de ser assim, de mim. Constantemente eu tenho vontade de gritar e correr e fugir de algo que não sei o que é. Até meu sono fica interrompido quando mil e um pensamentos me atordoam desnecessariamente me fazendo questionar o que ao menos é plausível. E eu aqui, mais uma vez vomitando palavras... Antes pelo menos eu não me julgava ao fazê-lo, agora eu fico medindo distâncias, coisas, pessoas, possibilidades, sonhos e abismos. Medindo à régua, à compasso, descompasso,
metros, milimetros, meteoros... Tudo perdeu a medida, que eu tanto procuro e meus passos são irregulares, me fazendo ficar dentro e fora de bolhas assassinas que não são minhas, enquanto minha cabeça apenas questiona: Que verdade você quer ver hoje? - Que verdade? Eu não sei que verdade é essa... Eu não sei mais me ser quando tem tanta coisa ao meu redor, resmungando e sussurrando como tudo pode ser melhor ou pior, perfeito e imperfeito, finito e infinito. No fim ficam só algumas palavras antes já ouvidas: por quê? conceito. medo. realidade. verdade. tentativa. erro. caminho. sobriedade... e então?
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
' Não
Isso!
Hoje eu não sou. Ponto.
Decidi.
Escolhi.
Era o que faltava.
Não ser!
E não sendo eu posso eventualmente ser?
Não sei.
Tudo que sei é de que não sei de nada.
E não sou.
- Era só isso...
Hoje eu não sou. Ponto.
Decidi.
Escolhi.
Era o que faltava.
Não ser!
E não sendo eu posso eventualmente ser?
Não sei.
Tudo que sei é de que não sei de nada.
E não sou.
- Era só isso...
Nunca gostei muito de parecer imatura. Porque a verdade que poucas vezes revelo é essa: sou imatura pra cacete (é!). E às vezes eu me faço crer que esse sentimento de imaturidade, esse sentir-se como uma menininha, talvez de quinze anos, não vá mesmo se repetir. Mas para minha triste surpresa, se repete eventualmente. Veja o que se segue:
Finalmente ela tomou coragem. Respirou o mais fundo que pôde e caminhou na direção dele. Tinha uns olhos tão humildes e brilhantes e o sorriso mais carinhoso que ela já vivenciara. Depois do respirar e de parar a sua frente veio o suspirar. E as palavras desembocaram:
- Sabe, eu tenho um amor platônico por você!
Quem dera ele tivesse dado chance de não ser mais platônico o amor. Quem dera...
Finalmente ela tomou coragem. Respirou o mais fundo que pôde e caminhou na direção dele. Tinha uns olhos tão humildes e brilhantes e o sorriso mais carinhoso que ela já vivenciara. Depois do respirar e de parar a sua frente veio o suspirar. E as palavras desembocaram:
- Sabe, eu tenho um amor platônico por você!
Quem dera ele tivesse dado chance de não ser mais platônico o amor. Quem dera...
domingo, 3 de julho de 2011
' Vamos às compras?
Estive, contra minha vontade, no shopping hoje. Andei reparando no preço das coisas... Subiu o preço do afeto, do carinho, da paciência e do agrado. Talvez alguns não liguem mesmo pra isso... A traição estava a preço de banana! Tinha gente levando aos montes, pior que liquidação! A alegria continua na média como sempre, mas o que chocou mesmo foi ver o preço do amor. Os maiores números do ano! E a rigor das lojas estilo "1,99", o tédio, a raiva, o rancor, a dúvida e principalmente a ansiedade estavam com preços igualmente baixos. Acho que está difícil fazer compras ultimamente... Isso sem contar que o bom senso estava em falta em todas as prateleiras!
sábado, 2 de julho de 2011
' Nova pausa dramática -

Daqueles dias nublados tão bem conhecidos por mim e com sensações também nada estranhas, que eu conheço e ao mesmo tempo desconheço. É um estar bem de não estar em paz. É um estar só com as próprias dúvidas. É uma ressaca moral cansada, cansada do mesmo ciclo e do peso diário nas costas. É um contentamento descontente. Tô colocando minha bagunça externa em ordem pra que não sobre tempo de arrumar a bagunça do quarto de dentro. Tô cantando as minhas novas canções daquelas vozes tão minhas, que embalam meu sono há algum tempo. É aquele quer-saber-algo-que-tá-oculto... Talvez eu só preciso mesmo dessas 48 horas frias de reflexão, talvez eu só precise extravasar com silêncio essa angústia que eu, mais uma vez, fui adiando. Porque agora eu vivo seguindo o relógio religiosamente! Tem hora pra acordar, pra comer, pra viver, pra pensar, pra revoltar, pra questionar, pra sofrer, pra chorar, pra existir! Não tô dando conta desse número 24, não tô dando conta de tantos afazeres... Faltou mesmo a hora de respirar!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Marionete. Bolha.
Tenho vivido dias de extrema ansiedade e euforia. Dias que passam mais rápido que um estalar de dedos e consequentemente transformam minhas semanas em objetos extremamente efêmeros. Juntando isso a uma série de outros fatores, tenho me sentido um tanto revoltada. Claro que o meio tem me instigado a tal. Porém, essa rebeldia tem sido tão intensa que tem me irritado... Também deixou de ser apenas revolta e tomou um caráter quase paranóico. No geral, o conjunto me fazer refletir e temer a marionete que eu sou. - Sim, me dei conta de que sou! Marionete essa que isola-se dentro de uma bolha... É bem simples constituir uma bolha, afinal. Um indivíduo reúne todos seus ideais, aspirações e as verdades que julga absolutas e ignora o restante do mundo. Isola-se na bolha e não dá espaço para que o mundo o conheça e vice-versa. - Parece aconchegante... - No entanto, alguns indivíduos não possuem esse tipo de definição. Não há uma bolha sólida na qual se resguardem. E é aí que entra o processo de marionetismo. As cordas invisíveis podem guiá-lo de tal forma que ele acabe por definir uma bolha consistente a partir dos meios em que se convive. As paredes ficam cada vez mais resistentes e quando menos se espera o controle está presente, sutilmente ou mesmo invisivelmente...
Daí que eu tenho medo de ser o primeiro indivíduo e tenho igual medo de ser como o segundo! Não gosto da ideia de ser controlada! Pior que isso odiei a ideia de descobrir que sou manipulada exatamente por não saber como lutar contra isso... Talvez eu acabe acomodada numa bolha extremamente sólida. Muito provavelmente essa bolha será uma concepção que não depende de mim. Será uma concepção de uma maldita mão invisível que vai me colocar lá dentro e me trancar, sem que eu mesma perceba.
...
*respiração ofegante*
*receio*
*anseio*
*euforia*
*medo*
*pânico*
*reticência*
Daí que eu tenho medo de ser o primeiro indivíduo e tenho igual medo de ser como o segundo! Não gosto da ideia de ser controlada! Pior que isso odiei a ideia de descobrir que sou manipulada exatamente por não saber como lutar contra isso... Talvez eu acabe acomodada numa bolha extremamente sólida. Muito provavelmente essa bolha será uma concepção que não depende de mim. Será uma concepção de uma maldita mão invisível que vai me colocar lá dentro e me trancar, sem que eu mesma perceba.
...
*respiração ofegante*
*receio*
*anseio*
*euforia*
*medo*
*pânico*
*reticência*
- É mais forte do que eu?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
' Pra desabafar
(o5/o6/2011)
Me sinto pesada.
Com um peso que definitivamente
e infelizmente é meu...
(queria que não fosse)
Me sinto angustiada.
Com uma angústia que deveria ser sua...
Eu fiz tanto mal pra mim
enquanto te dava amor.
Eu esperei tanto que você tivesse um pouco
da minha intensidade.
No entanto, o que fiz foi
me iludir com uma sintonia que não existiu.
Eu lutei por você. Eu tentei te entender.
Me martirizei, pensando inocentemente que amar era sofrer...
Perturbei meu sono, chorei em vão... Tudo
pra tentar encontrar uma lógica no seu suposto amor.
Mas esse seu amor me maltratou.
Seu cenário sujo me iludiu.
E construi uma vida de sonhos vazios.
Você me passou sua depressão, a sua culpa e a sua insegurança.
Se fechou, me fechou longe. Sempre longe de você.
Me reduzi a nada.
Não conseguia "me" ser ao seu lado.
Porque me ser parecia
inútil.
Eu não era nada pra você?
Por que seu amor me maltratou?
Egoísta filho da puta...
Me sinto ridícula por cada gota, cada desculpa que disse, cada volta que aceitei.
Desde o primeiro buquê de rosas depois do
telefonema no qual você me destratou,
estávamos fadados ao fracasso.
Eu me fiz uma casca vazia
para preencher seu vazio.
Tentei aliviar a sua dor
colocando meu peso só nas minhas costas.
Eu tolerei gestos e palavras suas. Fui tolerante.
Vivi esperando pelo dia em que você perceberia
o quanto me fazia mal. O dia em que perceberia
o quão covarde você é.
Quando me pediria desculpas sinceras.
E eu esperei inocentemente
por gestos, palavras, cartas, perdões, olhares...
que nunca viriam.
Eu amava a ideia de te amar.
Amava minhas ilusões todas de que um dia seríamos perfeitos um pro outro.
Você dizia que eu guardo mágoas. Talvez eu guarde mesmo.
Porque me lembro de cada vez
que você me fez chorar. De cada dia que esperei
por seus braços, por seus olhos apaixonados, por seu carinho.
Mas você só enxergava seu interior. E as suas
necessidades, seus medos, vontades... Eu era sua
conquista, a sua mulher, que você amava
do seu jeito frio.
Eu era a realização dos seus favores,
quem ouvia seus sonhos, quem te segurava
a mão... E quando eu pedia um instante,
uma frase ou um favor
só pra mim,
você negava.
Adiava, esquecia, não
queria, não gostava,
não podia, não tinha,
não dava,
não existia.
Eu não existia!
O amor é fogo que arde sem se ver. E não é egoísta.
Mas é um contentamento descontente.
Nunca havia nada de errado conosco. Eu que era imatura e sensível.
Meus gostos?
Os piores.
Meus anseios?
Indiferentes.
Tudo te irritava.
Minhas roupas eram feias,
os sapatos nunca combinavam.
Nada nunca estava bom.
O céu sempre estava cinza.
Sempre ia chover...
O ônibus cheio demais.
A cidade um caos.
O shopping tedioso.
Você mais falava do que fazia.
Mais reclamava
do que vivia.
Você adiou todos os nossos meses juntos.
Desmarcou o possível e o impossível.
Se atrasou todas as vezes.
Deixou inúmeras cadeiras
vazias, saiu pela porta dos fundos,
ignorou a minha vida.
Destruiu muitos dos meus sonhos
com palavras amargas.
Me implorou diversas vezes,
várias coisas...
Os domingos foram solitários. Até o sexo
era escasso.
A culpa é toda minha.
Da minha inocência,
da minha paciência.
Do meu amor,
da minha intensidade,
da minha dor.
Me sinto estúpida, eu sinto muito...
Tinha que expulsar esse amargor.
Eu sei que tenho muito a fazer ainda.
Meu amor é grande!
Mas a sua depressão e o seu vazio não
vão me impedir de continuar.
Eu acredito em mim, e na minha felicidade.
(De verdade, eu quero que você se foda!)
- All you need is love. Love, love, love... Love is all you need!
Eu fui até o meu limite,
tenho certeza.
Eu dei tudo de mim pra você, amor.
Infelizmente você não percebeu.
Sinto muito por você...
Me sinto pesada.
Com um peso que definitivamente
e infelizmente é meu...
(queria que não fosse)
Me sinto angustiada.
Com uma angústia que deveria ser sua...
Eu fiz tanto mal pra mim
enquanto te dava amor.
Eu esperei tanto que você tivesse um pouco
da minha intensidade.
No entanto, o que fiz foi
me iludir com uma sintonia que não existiu.
Eu lutei por você. Eu tentei te entender.
Me martirizei, pensando inocentemente que amar era sofrer...
Perturbei meu sono, chorei em vão... Tudo
pra tentar encontrar uma lógica no seu suposto amor.
Mas esse seu amor me maltratou.
Seu cenário sujo me iludiu.
E construi uma vida de sonhos vazios.
Você me passou sua depressão, a sua culpa e a sua insegurança.
Se fechou, me fechou longe. Sempre longe de você.
Me reduzi a nada.
Não conseguia "me" ser ao seu lado.
Porque me ser parecia
inútil.
Eu não era nada pra você?
Por que seu amor me maltratou?
Egoísta filho da puta...
Me sinto ridícula por cada gota, cada desculpa que disse, cada volta que aceitei.
Desde o primeiro buquê de rosas depois do
telefonema no qual você me destratou,
estávamos fadados ao fracasso.
Eu me fiz uma casca vazia
para preencher seu vazio.
Tentei aliviar a sua dor
colocando meu peso só nas minhas costas.
Eu tolerei gestos e palavras suas. Fui tolerante.
Vivi esperando pelo dia em que você perceberia
o quanto me fazia mal. O dia em que perceberia
o quão covarde você é.
Quando me pediria desculpas sinceras.
E eu esperei inocentemente
por gestos, palavras, cartas, perdões, olhares...
que nunca viriam.
Eu amava a ideia de te amar.
Amava minhas ilusões todas de que um dia seríamos perfeitos um pro outro.
Você dizia que eu guardo mágoas. Talvez eu guarde mesmo.
Porque me lembro de cada vez
que você me fez chorar. De cada dia que esperei
por seus braços, por seus olhos apaixonados, por seu carinho.
Mas você só enxergava seu interior. E as suas
necessidades, seus medos, vontades... Eu era sua
conquista, a sua mulher, que você amava
do seu jeito frio.
Eu era a realização dos seus favores,
quem ouvia seus sonhos, quem te segurava
a mão... E quando eu pedia um instante,
uma frase ou um favor
só pra mim,
você negava.
Adiava, esquecia, não
queria, não gostava,
não podia, não tinha,
não dava,
não existia.
Eu não existia!
O amor é fogo que arde sem se ver. E não é egoísta.
Mas é um contentamento descontente.
Nunca havia nada de errado conosco. Eu que era imatura e sensível.
Meus gostos?
Os piores.
Meus anseios?
Indiferentes.
Tudo te irritava.
Minhas roupas eram feias,
os sapatos nunca combinavam.
Nada nunca estava bom.
O céu sempre estava cinza.
Sempre ia chover...
O ônibus cheio demais.
A cidade um caos.
O shopping tedioso.
Você mais falava do que fazia.
Mais reclamava
do que vivia.
Você adiou todos os nossos meses juntos.
Desmarcou o possível e o impossível.
Se atrasou todas as vezes.
Deixou inúmeras cadeiras
vazias, saiu pela porta dos fundos,
ignorou a minha vida.
Destruiu muitos dos meus sonhos
com palavras amargas.
Me implorou diversas vezes,
várias coisas...
Os domingos foram solitários. Até o sexo
era escasso.
A culpa é toda minha.
Da minha inocência,
da minha paciência.
Do meu amor,
da minha intensidade,
da minha dor.
Me sinto estúpida, eu sinto muito...
Tinha que expulsar esse amargor.
Eu sei que tenho muito a fazer ainda.
Meu amor é grande!
Mas a sua depressão e o seu vazio não
vão me impedir de continuar.
Eu acredito em mim, e na minha felicidade.
(De verdade, eu quero que você se foda!)
- All you need is love. Love, love, love... Love is all you need!
Eu fui até o meu limite,
tenho certeza.
Eu dei tudo de mim pra você, amor.
Infelizmente você não percebeu.
Sinto muito por você...
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