Ela era assim. Toda alegria. Toda distração.
Ele era sério. Às vezes divertido. Às vezes cômico.
Mas os olhos não mentiam... Eram puro sacrifício.
Ela era abstração. Impaciência. Esperança. Cor.
Ele tentava. Tentava distrair. Tentava dissolver. Tentava acreditar.
Mas se continha. Em ser um algo padronizado. Em abster-se do riso
que só o sentimento mais puro pode conceder.
Ela era todo desequilíbrio. Uma bêbada.
Os passos sempre tropeçando, caindo.
Sem se escorar em nada.
Uma boba, que caia de cara no chão
e só fazia rir depois -
até da própria desgraça.
É que tinha uma garra...
Ele era todo equilíbrio.
Centrado. Sóbrio.
Passos curtos, bem pensados, bem conformados.
Tudo milimetricamente calculado.
Talvez devesse ter sido engenheiro.
Pois queria sustentar o mundo.
Nas veias dela a arte.
Nas veias dele óleo.
Os corações eram acelerados sempre.
Ela era inconformismo.
Ele era desengano.
Ela acreditava fielmente.
Ele já não tinha coragem para tal.
Enquanto ela apaixonava-se pela vida,
ele deixava de o fazer.
Já que tinha tantos pratos escolhidos a dedo para equilibrar...
não tinha muito que pudesse se dar ao luxo.
A bêbada cruzou o caminho do equilibrista.
E cada um riu por dentro, do contraste que enxergaram.
Cada um acreditando em seu brilhante destino.
Ambos desgraçados.
Ele era sério. Às vezes divertido. Às vezes cômico.
Mas os olhos não mentiam... Eram puro sacrifício.
Ela era abstração. Impaciência. Esperança. Cor.
Ele tentava. Tentava distrair. Tentava dissolver. Tentava acreditar.
Mas se continha. Em ser um algo padronizado. Em abster-se do riso
que só o sentimento mais puro pode conceder.
Ela era todo desequilíbrio. Uma bêbada.
Os passos sempre tropeçando, caindo.
Sem se escorar em nada.
Uma boba, que caia de cara no chão
e só fazia rir depois -
até da própria desgraça.
É que tinha uma garra...
Ele era todo equilíbrio.
Centrado. Sóbrio.
Passos curtos, bem pensados, bem conformados.
Tudo milimetricamente calculado.
Talvez devesse ter sido engenheiro.
Pois queria sustentar o mundo.
Nas veias dela a arte.
Nas veias dele óleo.
Os corações eram acelerados sempre.
Ela era inconformismo.
Ele era desengano.
Ela acreditava fielmente.
Ele já não tinha coragem para tal.
Enquanto ela apaixonava-se pela vida,
ele deixava de o fazer.
Já que tinha tantos pratos escolhidos a dedo para equilibrar...
não tinha muito que pudesse se dar ao luxo.
A bêbada cruzou o caminho do equilibrista.
E cada um riu por dentro, do contraste que enxergaram.
Cada um acreditando em seu brilhante destino.
Ambos desgraçados.
