sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sorria bobamente!

sábado, 5 de novembro de 2011

Viagens de ônibus podem ser mesmo torturantes!
Esses dias estava eu num caminho tão bem conhecido...
Olhei, de repente, pela janela e embasbaquei-me:
"Tem carros nas ruas!!"
- Mas eles movem só um pedaço ínfimo de uma teia maior, que não faz sentido.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011


"Lembro minha submissão absoluta. Não ao homem. Ao amor."
- Pagu
e eu clamo: MAIS AMOR, POR FAVOR uma frase que não é minha mas que eu sinto. mais amor em casa mais amor com o cachorro mais amor nas ruas mais amor aos companheiros mais amor nas relações mais amor, mais amor mais amor nos detalhes vi amor nas ruas vi amor ocupado vi amor culpando vi amor no muro vi amor privado vi amor sob controle e também já vi muito amor exacerbado. coloquei no quarto escrevi na camisa já guardei num potinho já desisti de tentar já usei desfibrilador no coração pra reanimar já mudei de conceitos revi na rua reservei um pedaço agora parece que estancou estancaram feridas ficaram cicatrizes minha alma pulsou mais amor por favor! no trem na avenida na estação no viaduto nada é impossível de mudar, mais amor, mais amor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

EU

Regra

Culpa

Limpo

Gula

Cela

Ponto

Escuro

POSSE

Menos

gritO

luTa

certo

LAR

Foda

Contido

apreço

prisao

garganta

mentira

passos

Linha

Linguagem

visão

EsquiZofrENIAAAA

pinga

ônibus

forma

voce

risos

meditação

PossibilidadE

filho

sorriso

repressão

asas

traição

falta

estes

noit

lindo!

parte

E(e)stado

fala

tic

tac

tac

tic

chuva

rebelião

estranho

LIMITE

direção

maneira

direita esquerda

barato

sensualidade

iLegal

grade

amor?

mentira

verdade?

construção

Ele

imperio

arte

barco

pontapé

convicção

a[feto]

favor

tênue

fumaça

necessidade

xixi

notícia

lucro?

REAL?

vida

momento

luz

mol

PiedadE

lembrança

ensino

busca

circo

murmúrio

condição

psicologia

parede

loucura

ABRAÇO

ciclo

TAPA

REBELIÃO

dever

escuro

extravasar

SONHOOO

mais

guerra

suspiro

?

!

.

.

.

alivio

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

' Bis




Vivendo a guerra diária.
A cidade está um caos.
Você olhou pela janela ?
Acordei hoje pela manhã e aquele lugar se fez vivo.
A claridade, as paredes, as coisas penduradas, os colchões, as pessoas, a fumaça.
Aconchegante. Enlouquecedor. Privativo. Insano. Intrigante...
Vejo outras cenas com olhos que não são meus...

"Até quando você vai levando porrada porrada,
Até quando vai ser saco de pancada?"

Começo a prestar mais atenção nas sutilezas?
Nunca sei qual é a medida que beira a insanidade.
Também não sei de onde o tiro vem.
Mas continuo seguindo, com passos tortos, medrosos e esperançosos,
a rotina de todo dia, a rotina do dia-a-dia,
das opressões, repressões, impressões.
A lógica é não ter sentido, eu sei.
Mas não me convenço,
com as minhas e tampouco com as suas verdades.
Eu só suspiro, então,
e sigo fingindo que é melhor se eu não analisar tudo.
Vou adiar só mais um dia
a minha vida.
Só mais um cigarro... e alguma coisa muda.
[Eu sei]

sábado, 24 de setembro de 2011

' De onde vem o tiro?

Talvez eu transforme sempre as coisas a minha volta em dilemas. Fato é que vivo sempre entre eles. Não é questão de orgulhar-se ou não, que fique claro. Mas sou mesmo dessas metamorforses ambulantes. Mas isso é terrivelmente irritante - apesar de ter um lado que é mesmo aliviador. Constantemente eu crio ilusões que ainda nem sei se vão mesmo se sustentar ou me sustentar e fico pulando de ideia em ideia, querendo fazer de tudo um pouco, pra não trair minha própria cobrança de não-inércia. Mas tem sido uma fase bem revoltante, além das decisões... Quando eu tinha dez anos tudo parecia mais fácil. Parecia mesmo que o mundo conspirava para que as pessoas fossem felizes. Os policiais pareciam gente boa, pronta pra dar segurança. E aquele monte de tiro vinha só da televisão. Eu nem entendia o jornal ainda... Eu só reproduzia nas minhas brincadeiras um pouco da sociedade que me cercava - que aos poucos fui descobrindo: não queria reproduzir aquilo na realidade. São mais do que conceitos que um monte de barbudos senis constatou. Trata-se de uma revolta que eu sei que muitos já tiveram antes e ainda terão. E no meio disso eu vou remontando um passado que foi sempre de dor para 'eles' e que até então julgo muita tranquilo pra mim. Mas me deu uma vontade louca de colocar o pé na rua. De reconstruir esses passados... De falar alguma coisa pra alguém. E tem um monte de frases prontas passando pela minha cabeça, constantemente. Em meio a isso, eu suspiro frustrada quase que toda hora. E tenho começado a clamar por um amor que vai além daquele de contos de fada... Tenho me cobrado excessivamente para mudar um pouco meu próprio pensamento e principalmente tomar cuidado com cada discurso que pode, superficialmente, parecer inocente. Também tenho aceitado todos os braços dispostos a abraçar e não tenho economizado em sorrisos e palavras que antes eu pensava que não teria coragem de pronunciar diante dos fatos alheios... Também sinto uma vontade enorme, às vezes, de parar de segurar as mentiras desde os tragos até as fumaças mais espessas... De parar de me calar tanto e começar a aceitar desafios que eu, há tempos, desconfiava serem meus. De verdade, eu queria resgatar uma história que fizesse mais sentido pra poder reproduzir no futuro (que eu sei, começou ontem já) uma coisa mais sólida e que fizesse mais sentido, para o maior número de pessoas - e não o contrário. Essa esperança, que eu sei que herdei de alguém que nem conheço, que é de um histórico social tão antigo, que eu quero manter...

"a esperança...
dança na corda bamba
de sombrinha
e em cada passo
dessa linha
pode se machucar..."

domingo, 18 de setembro de 2011

'Daqueles sem título.

Não sei exatamente sobre o que falar. Desabafo. Gostaria que as pessoas tivessem mais liberdade para esse "não saber". É que sempre se cobra. Que se saiba se é direita ou esquerda. Se vai chover ou fazer sol. Se foi justo, injusto, visto, não lido, entendido, sincero, vomitado. Cabe um enorme suspiro aqui. Palavras que saem de dedos de esmalte úmido e de cabeça cheia. Mas - e lá vou eu mudando o discurso - há uma palpitação alegre hoje. Um pouco daquela velha esperança atrelada a vontade... Aos poucos, passo a passo, eu rumo para algum futuro às vezes certo, às vezes incerto. É sempre no domingo que me vêm essas constatações... Quando me sinto terrivelmente sozinha, prestes a cair de novo por algum precipício. Mas voltando um pouco ao "discurso" - é disso que tenho medo. Esse cobrar e a minha defesa são contraditórios... Ok, não vou me alongar... Fato é que finalmente descobri: quanto mais minha boca se cala, mais minha alma quer gritar!