Assistir One Tree Hill definitivamente mexe comigo. Eu me identifico com essa série de uma forma diferente. A cada citação, conhecida ou não, a cada reflexão diante de um personagem ou fato no contexto dos episódios, me faz aproximar essa realidade de "american way life" à minha vida. Entre suspiros e vontade de deixar o choro vir à tona eu me pego pensando em mim e no meu futuro, refletindo sobre o que eu vejo. É meio inexplicável, enfim.
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Ontem eu fiz uma boa ação. Doei sangue para alguém que sequer conheço, mas que precisava disso. Fiquei muito feliz comigo por tal feito! Uma coisa tão simples que nos esquecemos de valorizar ou adiamos... E então, quantas vezes você "adiou" sua vida? Me peguei pensando nisso hoje. E pensei nisso pelo simples fato de não ter conseguido escrever um capítulo qualquer de uma história banal. Eu me irrito por não conseguir escrever e me irrito absurdamente mais exatamente por me irritar com isso. É isnano. Mas eu me sinto inútil diante de tudo quando as palavras não vem... Eu não canso de repetir isso, e talvez por ser uma das coisas que realmente me importem eu continuo...
Voltando ao fato de adiar minha vida... É tão fácil imaginar que tenho uma vida toda pela frente. Posso passar horas e horas olhando pro nada e pensando em como tudo vai ser. Os flashes invadem minha cabeça enquanto sensações os acompanham. Medo, dor, alegria, nostalgia... Tudo isso de uma só vez. E eu acabei descobrindo que pensar no "hoje" é bem mais complicado. São as escolhas que determinam o futuro e é obviamente no presente que tenho que fazê-las. As coisas mais simples me indignam! Isso nunca vai mudar. Então, eu adio minha vida todos os dias quando desisto de ler, escrever, estudar, desenhar, pintar... Quando eu deixo tudo pra depois. Quando eu durmo demais. Quando eu fico entediada. Isso me frustra... Já faz um bom tempo que venho tentando combater isso. Mas mudar realmente não é fácil.
A vida tem se tornado cada vez mais surpreendente. E essa surpresa vem com erros, acertos, reflexões... Talvez isso seja amadurecer. E por fim, mesmo estando chocada com minhas falhas ou com lágrimas no canto dos olhos pelo episódio que acabei de ver, de uma forma estranha eu estou feliz. Eu estou sorrindo. Por que nessa fase tão positiva eu teria motivos para não sorrir, afinal? É que eu nunca vou parar de me pesar numa balança imaginária. E espero não parar de me irritar comigo, porque o dia em que eu parar... bom, estarei de volta ao inferior da pelagem do coelho, aconchegada! (e isso é deplorável, acredite!)
Quando eu fiz 18 anos eu não entendi a força de tal. Mas após um tempo...
"...Então, como se sente com dezoito anos?"
"Sinto que posso mudar o mundo!"