Te vejo sangrando mais vezes do que talvez eu possa aceitar.
Sua frieza e sua intensidade me envolvem, mesmo que eu tente ignorar.
E às vezes eu o faço mesmo, como meio de defesa.
E crio mil ilusões para me proteger.
Tento ser forte, tento dar um passo de cada vez.
Mas nesses passos eu furo meus pés com os pregos que vem como peças pregadas pelo destino.
Eu quero ser forte, eu quero sorrir, quero continuar acreditando que todas essas coisas que você me diz não vão acontecer.
Mas a verdade é que eu acredito cegamente em cada palavra.
E no seu ohar, e no seu sorriso, e na sua voz e nos seus gestos.
É porque eu te amo demais que eu preciso dessa força que sempre me faltou.
Então eu te peço, querido, por favor, não mergulhe na sua escuridão sozinho.
Não me afaste. Não se tranque nos seus pensamentos.
Me deixe participar, ajudar, entender a sua vida, a sua essência.
Eu vou cuidar de você.
Prometo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Estou vivendo em ritmo alucinado. O trabalho tem me desanimado e a pressão do curso tem me irritado. Durmo mal todos os dias. Só tenho tempo para ler no trem e no ônibus, embora prefira dormir um pouco mais na estrada longa para Santana de Parnaíba. Tomo café da manhã duas vezes, almoço, faço um lanche e nunca janto. Acordo sem querer, no fins de semana e meus passeios viram a noite quase sempre. Acordo com dores de cabeça e muita preguiça no domingo. Quase não mais escrevo. Não desenho croquis. Não exercito as coisas que vejo no curso e ignoro as lições de inglês sempre que posso, além de adiar trabalhos e faltar às aulas. Ficou tudo muito cinza. Odeio quando coisas perdem a cor. Preciso de algo novo e bom que reaqueça meu ânimo. Não quero estar desgastada. De modo algum. Ainda penso nas roupas que vou fazer, nos desenhos, nas estampas e na arte que vou fotografar... Preciso de novas impressões! Não posso deixar os meus pratos caírem novamente, não agora. Tenho que segurá-los firmemente e eu sei que vou.
Mas que saudade dos meus amigos... do tempo com eles e das risadas incessáveis! Saudade das suas vozes, olhares e sorrisos! Acho horrível não ter dado atenção a eles. Mas tem dias que quero coisas novas. Algo como o carro na estrada, música alta e pensamentos que não se preocupam em acordar cedo na segunda-feira...
Que agonia! Meu impulso está pulsando aqui dentro, querendo sair, pedindo que eu jogue tudo pro alto e comece do zero! Mas não é tão simples assim, e ter que me conformar é tudo que eu mais odeio.
Mas que saudade dos meus amigos... do tempo com eles e das risadas incessáveis! Saudade das suas vozes, olhares e sorrisos! Acho horrível não ter dado atenção a eles. Mas tem dias que quero coisas novas. Algo como o carro na estrada, música alta e pensamentos que não se preocupam em acordar cedo na segunda-feira...
Que agonia! Meu impulso está pulsando aqui dentro, querendo sair, pedindo que eu jogue tudo pro alto e comece do zero! Mas não é tão simples assim, e ter que me conformar é tudo que eu mais odeio.
- Rotinas são um saco...
Open your eyes!
Open your eyes!
domingo, 5 de setembro de 2010
' Three boys and L.A. Woman
Muito sol. Pouca água. O rádio do carro com ACDC e Rolling Stones no melhor volume.
Estrada e paisagem e destino. Algumas paradas conturbadas. Medo. Corpo esgotado.
Troca de sorrisos.
Enfim, um lugarzinho acolhedor no meio do nada. Algumas pessoas, uma bela noite sob um céu de estrelas e algumas cervejas.
Troca de olhares.
Troca de palavras.
Troca de energia.
E vontade de dividir muitas coisas...
Não, a gente não vai prever o futuro.
Mas eu tô nessa chuva pra me molhar!
Estrada e paisagem e destino. Algumas paradas conturbadas. Medo. Corpo esgotado.
Troca de sorrisos.
Enfim, um lugarzinho acolhedor no meio do nada. Algumas pessoas, uma bela noite sob um céu de estrelas e algumas cervejas.
Troca de olhares.
Troca de palavras.
Troca de energia.
E vontade de dividir muitas coisas...
Não, a gente não vai prever o futuro.
Mas eu tô nessa chuva pra me molhar!
Um ano.
Happy Birthday!
Happy Birthday!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Onde você se encontra?
No dia nublado, na ponte atraente que pede a você
"Se jogue!"
Na rotina que tapa seus olhos? -
Duvido.
No pôr-do sol. Na música em volume alto.
Na bebida. Nas noites na rua. No sexo.
No domingo ensolarado. Na amargura implícita. No desejo não-reprimido.
Onde você se encontra?
Na contra-mão do mundo de ponta cabeça. Na roda viva. No moinho infinito.
No looping das suas crises.
No espelho completamente rachado.
No cigarro adorável.
Naquele abraço amigo...
Entre quatro paredes, com pés descalços, cabeça no chão, camisa de força e lágrimas tristes.
Será que alguma vez se encontra completo dentro de ti?
Me diz, onde você se encontra?
No dia nublado, na ponte atraente que pede a você
"Se jogue!"
Na rotina que tapa seus olhos? -
Duvido.
No pôr-do sol. Na música em volume alto.
Na bebida. Nas noites na rua. No sexo.
No domingo ensolarado. Na amargura implícita. No desejo não-reprimido.
Onde você se encontra?
Na contra-mão do mundo de ponta cabeça. Na roda viva. No moinho infinito.
No looping das suas crises.
No espelho completamente rachado.
No cigarro adorável.
Naquele abraço amigo...
Entre quatro paredes, com pés descalços, cabeça no chão, camisa de força e lágrimas tristes.
Será que alguma vez se encontra completo dentro de ti?
Me diz, onde você se encontra?
domingo, 15 de agosto de 2010
Estavam deitados. Ele de olhos bem fechados, ela com o toque suave dos dedos a acariciar seu rosto. Nunca olhara um homem com olhos tão vibrantes. Nunca sentira tanta vontade de proteger alguém. Assim como nunca sentira tanto medo...
Estabeleceu um diálogo silencioso enquanto o outro dormia.
- O que vai ser de mim quando você se for?
- VOcê vai seguir em frente...
- Como vou me virar sem você?
- Você vai aprender, é natural... - é o que ele diria.
Seus pensamentos foram interrompidos quando ele abriu os olhos. Olharam-se fixamente. Ela sorriu. Seu coração vibrou.
- Eu te amo. - ele sussurrou antes de pegar no sono novamente, quando seus olhos brilhantes se fecharam.
Estabeleceu um diálogo silencioso enquanto o outro dormia.
- O que vai ser de mim quando você se for?
- VOcê vai seguir em frente...
- Como vou me virar sem você?
- Você vai aprender, é natural... - é o que ele diria.
Seus pensamentos foram interrompidos quando ele abriu os olhos. Olharam-se fixamente. Ela sorriu. Seu coração vibrou.
- Eu te amo. - ele sussurrou antes de pegar no sono novamente, quando seus olhos brilhantes se fecharam.
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